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23/10/2005 03:50
Eu tenho RAZÃO

Minha vida naufragava enquanto eu agarrava a minha razão
Quando se fala em perdoar as pessoas que te fizeram mal ou ser grato a elas, bem, isso sempre pareceu muito bonito na teoria, mas a prática, sempre ela, é bem outra. Os efeitos físicos do PERDÃO e da GRATIDÃO são incomensuráveis, mas então, por que agradecer e perdoar é tão difícil!? Descobri nas profundas auto-análises sobre mim mesmo, utilizando de um racionalismo como se eu pudesse dissecar as minhas emoções desde os primórdios das lembranças, o que de fato acontecia: eu tinha MEDO! Temia por achar que a prática do PERDÃO e da GRATIDÃO propostos pela SEICHO-NO-IE levariam a minha RAZÃO embora. EU TENHO RAZÃO EM SENTIR RAIVA!!!! pensava, atribuindo a palavra RAZÃO o mesmo sentido de DIRETO descrito pelos dicionários. Desta forma, se eu tenho razão, se eu tenho direitos, por que perdoar seria a vontade de DEUS? OLHO POR OLHO, DENTE POR DENTE assim era a lei do Velho Testamento. Por que perdoar os inimigos, como pregava Jesus, se ele mesmo foi crucificado sem piedade por eles!? Eu temia que a SEICHO-NO-IE levasse a minha RAZÃO embora, motivo pelo qual tomei às vezes certas atitudes agressivas, sempre pensando numa vida melhor. Sem a minha RAZÃO, sentiría-me como uma presa fácil em meio a animais famintos, ávidos por vingança. Sem a minha RAZÃO sentiría-me fraco. Era o mesmo que um barco sem bússola numa tempestade. Não, a RAZÃO era a única coisa que norteava o meu caminho rumo a integridade. Mas sem perceber, o barco da minha vida ia afundando lentamente e eu agarráva-me ao mastro, ou seja, segurava ainda mais a minha RAZÃO na esperança infantil de algum milagre. Eu esperava em DEUS a PROSPERIDADE, o AMOR, a VIDA, a SABEDORIA, a HARMONIA e a FELICIDADE, só que tais qualidades não viriam do acúmulo de boas ações. Sem perceber, imaginava DEUS uma espécie de chofer que me levaria a um lugar maravilhoso, não porque eu pudesse pagar com bons feitos, mas porque Ele, o próprio DEUS , me devesse alguma espécie de troco pelo que faltou no passado. Em outras palavras, algo mais ou menos assim: OLHA DEUS, EU MEREÇO COISAS BOAS AGORA NÃO PORQUE EU AS CONQUISTEI, EU MEREÇO COMO UMA ESPÉCIE DE INDENIZAÇÃO POR NÃO TER VIVIDO EM HARMONIA COM MEUS PAIS TODOS ESSES ANOS, COISA QUE O SENHOR, O PRÓPRIO DEUS, CONCEDEU PARA A MAIORIA DOS MORTAIS. Eis que surge a SEICHO-NO-IE na minha vida e ela entra quieta e mole, como a enchente duma água como diria Guimarães Rosa. Compreendi logo de cara os grandes pilares da SEICHO-NO-IE: GRATIDÃO, MENTE ALEGRE, PERDÃO e AMOR AOS PAIS, mas era difícil por em prática com medo que a minha RAZÃO fosse levada pelas águas da filosofia do mestre Masaharu Taniguchi. Não! A SEICHO-NO-IE é maravilhosa e jamais quis a minha RAZÃO! Ela quer que eu me livre da mágoa, do ódio e da dor, que corroiam devagar e sempre o meu ser fenomênico. Hoje eu percebo que sem a SEICHO-NO-IE e no ritmo de vida que eu levava, estaria no mundo espiritual em 3 ou 4 anos e olha que eu só tenho 30! Se a RAZÃO ou DIREITO é uma coisa divina, nada mais justo e certo que eu me comporte como verdadeiro FILHO DE DEUS para ser digno dela. Pensando assim, ficou fácil anular o ego e ser de verdade um adepto SEICHO-NO-IE, entrando em harmonia com todos aqueles que precisava. Eu posso até ter o direito de sentir ódio ou mágoa, mas sou eu, o FILHO DE DEUS que comando a minha vida e não delego o poder para tais sentimentos comandá-la! Na verdade, na verdade, descobri que eu tenho razão: A SEICHO-NO-IE É MARAVILHOSA!!!!!
MUITO OBRIGADO!!!!*
*Deus cria e eu escrevo
enviada por Anjo Presuncoso
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